sexta-feira, 12 de junho de 2015

COOPERADORES DE DEUS

SAMUEL FERREIRA BRAGA
 

Na busca de respostas aos conflitos da vida Cristã,sempre fica uma interrogação: se é Cristo quem faz a obra, se eu uso seu nome para expulsar demônios, para orar pelos enfermos,se é Cristo, por exclusividade de sua graça, quem salva, por que em época de nosso viver o Senhor faz maravilhas e em outras não? Por que através de uma mensagem salva muitos pecadores e de outra não? Perguntei a um pastor e ele disse-me que a questão não era a mensagem nem o pregador,mas puramente a vontade de Deus.Então para que gastar tempo em oração e preparando mensagens, se disto não  depende a obra de Deus e não produz resultados espirituais?
Estudando a  Palavra de Deus e observando a vida dos grandes homens usados por ele, verificamos que nós fazemos parte de sua obra. Há coisas para nós fazermos e outras para Deus fazer.Ele poderia realizar sua obra redentora sem a participação do ser humano.No entanto,preferiu consumar a obra através de seu Filho e deixar que a igreja participasse do processo dos resultados da salvação de vidas.
Há três elementos participantes das causas espirituais: Deus, que possui o poder, a igreja que o proclama,e as pessoas que recebem pela fé.
Se a igreja não proclamar e os homens não crerem, eles não receberão as bênçãos divinas. Para a razão humana é difícil entender esta co- participação,mas esta é a lógica divina.Ele estabeleceu e concedeu este privilégio aos seres humanos; é preciso haver interação divina e humana na obra realizada aqui na terra. Na criação do mundo, a partir do nada, o Senhor Jeová agiu soberanamente com sua vontade e seu poder, mas na realização de seus feitos entre os homens, no mundo criado, ele decidiu contar com a nossa participação.É no mesmo tempo, um grande privilégio e uma grande responsabilidade.

EMPREENDIMENTO EM SOCIEDADE

Quando Deus repreendeu  Eli por causa da má conduta de seus filhos, ele disse;"Eu honrarei aos que me honram e os que me desprezam serão envilecidos", I Sm 2.30. Por este verso aprendemos que a honra que recebemos e os resultados obtidos na obra de Deus dependem da nossa dedicação a ele.Ele só fará alguma coisa através de nós à medida que nos dedicarmos a ele.Se dedicarmos nossa vida a Deus aumentando a comunhão com o Espírito Santo através da  oração e conhecimento de sua Palavra, então mais almas serão salvas, pessoas serão curadas, demônios serão expulsos, a fé será aumentada, o amor será maior, haverá abundância na obra de Deus. À medida em que diminuímos esta dedicação, também os resultados na vida pessoal e na obra de Deus decrescem.
Paulo expressou a mesma verdade, quando disse que somos "cooperadores de Deus"(1 Co 3.9). Cooperadores para realizarmos sua obra como seus sócios, em que ambas as partes defendem o êxito do trabalho.
Se uma delas for infiel, é óbvio que sempre será a humana, o trabalho fracassará. Porém Deus permanece fiel, e continuará realizando sua obra com outros "cooperadores". Ele exclui da sociedade os trabalhadores infiéis e admite outros para ocupar o lugar daqueles. O plano divino constitui-se num empreendimento que não sofre solução de continuidade.
Todo o êxito da obra depende, então do lado humano, e é proporcional à nossa afinidade com Deus, pois a atuação divina é perfeita.O problema, contrário  ao que havia dito o referido pastor, não é a vontade de Deus,mas nós e a forma pela qual realizamos a sua obra, pois a vontade de Deus é perfeita (Rm 12.2), ele deseja sempre salvar os perdidos, curar enfermos e dar boas dádivas às pessoas.Essas maravilhas e dádivas, porém, dependem da nossa dedicação e condição espiritual. Não que o nível de dedicação faça alguém merecedor, mas preparado para receber as manifestações e revelações divinas e, através destas, promover a glória de Deus. O fato de  não haver curas e crescimentos espiritual não pode ser simplesmente imputado à incredulidade e rebeldia das pessoas e à vontade divina, como se Deus fosse impotente ou estivesse desinteressado em fazer sua própria obra...É verdade que a Bíblia diz que "Jesus não fez muitas maravilhas em Cafarnaum por causa da incredulidade deles"(Mt 13.58), mas nem sempre Deus depende da fé do paciente, pois nos casos das ressurreições feitas por Jesus, o morto não tinha condição absoluta de demonstrar fé e, no entanto, isto não impediu de receberem o milagre ( Jo11.-44; Lc 7).
Outros chegam a atribuir o insucesso a algum membro da igreja, alegando terem algum pecado desconhecido ou escondido, a ponto de Deus estar punindo toda a comunidade. Tem como base a história de Acã, que por causa de seu pecado fez com que Israel perdesse a célebre batalha contra Ai ( Js 7.1-26).
É preciso não fazer doutrina baseada nas histórias bíblicas, principalmente do Velho Testamento, em que Deus punia toda a nação por causa do pecado de um só homem. Mais tarde, o próprio Deus disse: " a alma que pecar, esta morrerá", Ez 18.20. Aqui a punição é individualizada.
No Novo Testamento, o apóstolo Paulo declara que cada um dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12). Ananias e Safira pecaram e só eles foram mortos( At 5.1-16), sem que recaísse culpa alguma sobre a igreja de Jerusalém. Seria incabível conceber a ideia de que uma pessoa peque numa comunidade é Deus deixe de abençoar a outra que não viu, não conhece e não participou do pecado dela.
A razão da falta da presença divina nos nossos cultos e o insucesso de muitas igrejas, obreiros e cristãos, em geral, é porque oram pouco, tem pouca fé, jejuam pouco,leem pouco a Palavra de Deus e quase não evangelizam. Em outras palavras cooperam pouco com Deus. Se quisermos Vê-lo realizando grandes coisas, precisamos rever a nossa postura e agir de acordo com a Sua vontade.



Samuel Ferreira Braga é presbítero na AD em Governador Valadares, MG ( pastor Salatiel Fidelis de Souza), bacharel em Teologia e estudante de Direito na FADIVALE.


FONTE:  Jornal Mensageiro da Paz - 18 de junho de 1995, página 18.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

PROPORÇÕES DA VIDA ESPIRITUAL

 Estêvam Ângelo de Souza
 


Este tema julgamos ter base em trechos bíblicos de onde tomamos tomamos a água como símbolo da vida espiritual.Vejamos:

1.Água de um odre -
"Levantando-se, pois, Abraão,de madrugada, tomou pão e um odre de água, pô-los às costas de Agar, deu-lhe o menino o menino e o despediu.Ela saiu andando errante pelo deserto de Berseba.Tendo-se acabado a água do odre, colocou o menino debaixo  de um arbusto e, afastando-se, foi sentar-se defronte, à distância de um tiro de arco; porque dizia: Assim não verei morrer o menino".
Gn 21.14-6.



A água não é somente um fator de vida, mas também símbolo da verdadeira vida. Jesus falou de sua pessoa como a "fonte que jorra para a vida eterna" ( Jo 4.14). A água de um odre representa a vida espiritual insuficiente. Pode ser vista naqueles" que tem nome de que vivem , mas estão mortos"( Ap. 3.1).
Pode ser o cristão representado pela semente que "caiu em solo rochoso", onde a terra era pouca e logo nasceu.Saindo porém  o sol a queimou: e porque não tinha raiz secou-se"( Mt 13.5,6). São os cristãos que não têm vida suficiente nem mesmo para si, o mundo imoral em que vivemos é um deserto abrasador, onde a alma não sobrevive se depender da água de um odre.Há uma fonte inesgotável, mas muitos não se aproximam dela. Neles se cumpre o que Jesus disse aos judeus:"Vós não quereis vir a mim para terdes vida". Jo 5.40.

2.Água de um poço -
Abrindo -lhe  Deus  os olhos viu ela um poço de água e, indo a ele, encheu de água o odre e deu de beber ao rapaz" (Gn 21.19).
 Certamente Agar e Ismael poderiam viver ali muito tempo  ou  a vida inteira, bebendo água daquele poço.Entretanto, a água de um poço, especialmente na dimensão dos poços daquela época, não é suficiente fator de prosperidade.Pode representar o crente que permanece na fé,mas vive só para si e nada tem a comunicar aos outros no seu meio ambiente, Pode mesmo estar no grupo dos que não contribuem para que o avivamento aconteça.
É triste e lamentável que haja tantos cristãos que nada estão fazendo pela expansão do Reino de Deus.Vivem da água do poço que não jorra e, portanto não fertiliza ao longe e não produz riqueza na sua região.

3.Água de um rio a jorrar - 

" No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede venha a mim e beba.Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.Isto ele disse  com respeito ao Espírito Santo que haveriam de receber os que nele cressem, pois o Espírito até esse momento não fora dado porque Jesus não havia sido ainda glorificado", ( João 7.37-39).



Aqui estão rios de água viva. Rios que fluem do interior dos cristãos que creem em Jesus, como diz a Escritura,que são cheios  do Espírito Santo.A Esses se pode aplicar as palavras de  Paulo: " Pobres, mas enriquecendo a muitos", 2Co 6.10. Analisemos alguns detalhes do  apelo de Jesus:
a."No último dia" -
A festa dos tabernáculos era uma das festas nacionais de Israel e durava uma semana.Os judeus dispersos por várias nações vinham de longe para  estas festas. Alguns vinham movidos por interesses diversos, outros no entanto vinham atraídos pela sede de coisas espirituais e eternas.Esses chegavam no último dia da festa e ainda estavam com sede. A alma sincera "tem sede do Deus vivo" (Sl 42. 1,2). Por isso  Jesus se manifestou no último dia, como a dizer: "Vocês ainda estão com sede, mas só voltarão com sede se quiserem" .

b. "Levantou-se Jesus"-
Ele queria que todos prestassem a devida atenção.Ele iria falar de um assunto da maior importância: sim  do que seria a maior necessidade deles no momento.Alguns, certamente, não teriam outra oportunidade.Decerto falou em voz alta, e em pé, querendo que atentassem para aquelas verdades que talvez nunca mais ouviriam. Uma oportunidade que poderia ser a última.
c." Se alguém tem sede , venha a mim e beba" -
 O "Se" usado por Jesus indica que o homem é livre para aceitar ou rejeitar. Jesus oferece o que é da maior importância. Ele disse: "Eu vim para que tenham vida e a tenham com  abundância", Jo 10.10.

d."Quem crê em mim como diz a Escritura"-
Não há proveito em crer em Jesus como dizem certos teólogos, especialmente os teólogos sem o THEOS.Jesus disse: "Examinai as Escrituras...São elas que testificam de mim", Jo 5.39.
Segundo diversos teólogos da atualidade, Deus tem pouco pra dar aos seus filhos. Grandes bênçãos das Escrituras são para eles coisas pretéritas.Aconteceram,não mais se repetem.Como diz a Escritura, "um homem  em Cristo pode ver coisas tão maravilhosas e ouvir palavras inefáveis as quais não é lícito ao homem referir" (2 Co 12.2-4)

e."Do seu interior fluirão rios de água viva" -
"Isto disse ele com  respeito ao Espírito que haviam de receber, os que nele cressem". Não há quem possa calcular a diferença entre a fartura da água desses rios e a água de um odre ou mesmo de um poço.Estes rios não somente fartam por tempos indefinidos a quantos têm sede, mas também produzem riquezas e abundâncias ao longo de seus leitos por onde quer que passem.
Com isto Jesus ensinou a grande diferença entre um simples religioso (mesmo em festa), e um cristão cheio do Espírito Santo. Este, sim, tem  a vida com abundância para si e para comunicar a quantos encontre em seu caminho.
Dos primitivos cristãos está escrito que encheram Jerusalém da doutrina, mas também está dito que em todos havia abundante graça ( Atos 5.28;4.33).
Qual é a proporção da sua vida espiritual?Qual é o seu reservatório,meu irmão? Um odre? Um poço? Ou um rio? Você pode ter um rio a fluir do seu interior.


*Estevam Ângelo de Souza  foi líder da Assembleia de Deus em São Luís e presidente da Convenção Maranhense.

Estudo extraído do Mensageiro da Paz- junho/1995 p.17.



domingo, 7 de junho de 2015

DEUS, O SER SUPREMO POR EXCELÊNCIA






TEXTO  BÍBLICO BÁSICO:


SALMOS 33.1-12

o júbilo do crente na contemplação das obras de Deus 

1 Regozijai-vos no Senhor, vós justos, pois aos retos fica bem o louvor.

2 Louvai ao Senhor com harpa, cantai-lhe louvores com saltério de dez cordas.

3 Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.

4 Porque a palavra do Senhor é reta; e todas as suas obras são feitas com fidelidade.

5 Ele ama a retidão e a justiça; a terra está cheia da benignidade do Senhor.

6 Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca.

7 Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe em tesouros os abismos.

8 Tema ao Senhor a terra toda; temam-no todos os moradores do mundo.

9 Pois ele falou, e tudo se fez; ele mandou, e logo tudo apareceu.

10 O Senhor desfaz o conselho das nações, anula os intentos dos povos.

11 O conselho do Senhor permanece para sempre, e os intentos do seu coração por todas as gerações.

12 Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança.


Ponto de Contato

As Escrituras Sagradas afirmam que  a natureza de Deus não pode ser  plenamente conhecida pela criatura( (Êx 33.20; Jó 11. 7; Is 40.28;Jo 1.18; 1 Tm 6.16; 1 Jo 3.2). No entanto, Deus se auto revelou por meio  da criação- Revelação Geral (Sl 8;19;148 ;Rm 1.19-21;;2.25,16);através do Verbo Encarnado (Jo 1.1,14,17,18;14.8,9;Hb 1.1-3) pelas Escrituras  - Revelação Especial- (2 Tm 3.16;Sl119.33-40).
A natureza e o caráter de Deus foram manifestados através do seus nomes e atributos. Os nomes de Deus revelam a sua natureza singular, enquanto os seus atributos, o seu caráter santíssimo (Gn 22.14;Êx 15.26; Sl139).
Quanto à natureza de Deus, a Bíblia afirma que o Senhor é "Espírito" ( Jo 4.24; 2 Co 3.17; Is 31.1). Sendo Deus espírito, dotado de todos os atributos pessoais, a Bíblia afirma que Ele: não é homem(Nm 23.19;Os 11.7; Ml 3.6;Dt 4.1); não possui "carne  e ossos" (Lc 24. 39;Nm 23.19; Os 11.9; Jo 5.37); e, que  sua sublime glória é inacessível e insondável( 1 Tm 6.16; Cl 1.15;Jo 1.18; 1 Jo3.2). No entanto, podemos: conhecê-lo( Os 6.3); amá-lo (Lc 10.27); adorá-lo e servi-lo (Mt 4.10; Jo 4.24).

Na Cultura hebraica, o nome revelava o caráter de quem o possuía, isto é, sua natureza íntima (1 Sm 25.25;Gn 25.26; 32.28; 35.10).Da mesma forma, os nomes de Deus encontrados nas Escrituras, confirmam seus atributos e sua natureza gloriosa.


QUEM É DEUS

No Salmo 33, que nos serve de Texto Bíblico Básico, o escritor sagrado discorre de um modo maravilhoso  sobre os atributos e as obras de Deus.Utilizando-se de uma poesia elevadíssima, sintetiza um conhecimento essencial sobre o Todo-poderoso; um conhecimento, aliás que nos obrigaria a despender milhares de páginas.No entanto, o autor sagrado declara, em poucas sentenças, o que Deus é, o que Ele fez e o que continua a fazer.

( o Texto tem continuação)











quarta-feira, 3 de junho de 2015

Jesus, O Filho de Deus










Texto Básico do Estudo:
Hebreus 1.1-8

1 Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,

2 nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo;

3 sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas,

4 feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.

5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?

6 E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

7 Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo.

8 Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de equidade é o cetro do teu reino.


Ponto de Contato:

Os nomes e títulos de Cristo expressam diversas características de sua pessoa, estados e obras.Assim como Deus revelou-se no  Antigo Testamento através de vários nomes que lhe descreviam a natureza e ações, os nomes de Cristo também revelam a identidade e a missão de Jesus.
Os nomes e títulos concedidos pelas Escrituras ao Senhor Jesus revelam sua natureza, ministério e ofícios.Os títulos de Cristo são tão importantes para compreendermos a sua natureza e ministério que Oscar Cullmann (1902-1999), teólogo franco- alemão, utilizou-os como método de pesquisa ao desenvolver o ema da Cristologia em o Novo Testamento.
 Os títulos e ofícios de Jesus revelam-lhe o messianato ( profeta,Cristo), a divindade ( Filho de Deus, Eu Sou), a humanidade( Filho de José), e sua ascendência real( Filho de Davi). Muitos desses títulos aparecem combinados, como por exemplo, Filho do Homem.Este pode designar tanto a humanidade de Jesus quanto a sua divindade (Jo 6.62)


JESUS, O FILHO DE DEUS

Filho gerado por Deus ( v.5).

"Tu és meu Filho, hoje te gerei (...)" eu lhe serei por Pai, ele me será por Filho".Temos aqui um a profecia messiânica cumprida cabalmente em Jesus (  At 13.33;Sl 2.7; Hb 5.5 ;2 Sm 7.14).

A expressão "Filho de Deus" nas Escrituras, indica claramente a natureza divina de Jesus.Sua procedência revela que ele compartilha a mesma essência e natureza do Pai. O Mestre mesmo disse: "saí e vim do Pai ao mundo"(Jo 16.28).

Filho desde a eternidade (v.2.). 

O ensino de que o Verbo tornou-se Filho a partir da sua encarnação não tem apoio entre os teólogos realmente bíblicos, piedosos e conservadores.O Filho de Deus é eterno, sempre existiu;Ele é o Pai da Eternidade.Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em  I João 4.9:"Deus enviou seu filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos".

O Filho é Deus( v.8).
 O termo "Deus", no versículo oito, é uma referência ao Deus de Israel (Sl 45.6,7) No Salmo  45.7 há duas menções proféticas de Deus.A primeira,"por isso, Deus", é uma referência a Cristo. A segunda, "o teu Deus" é uma alusão a Deus o Pai Eterno(Hb 1.8,9).
A relação de Jesus com o Pai revela sua deidade ( Jo 10. 30-36). Portanto, é uma heresia e blasfêmia  afirmar que Jesus é o Filho de Deus, mas que não é Deus.

*Filho de Deus" indica tanto a origem divina de Jesus quanto a sua deidade. 

  NOMES E TÍTULOS DE CRISTO

 DIVINDADE                               
 Filho de Deus   ( Mt. 8.29)       
                               
Alfa e o Ômega   (Ap 1.8)    
                                      
Verbo de Deus    (Jo 6.42)   
                                       
Senhor    (Jo 13.13)  
                                      
Eu Sou    (Jo 8.58) 
                                          
Todo- Poderoso      (Ap 1.8)       
                                   

 HUMANIDADE
                              
  Nazareno      ( Mt. 8.29) 
                                      
 Carpinteiro    (Mc 6.3)  
                                          
 Filho do Homem    (Mt 3.23) 
                                          
 Filho de José  (Jo 6.42)  
                                   
 Filho de Davi   (Mt 1.1)

 Jesus de Nazaré (Jo 1.45)


  OFÍCIOS

 Profeta (Jo 7.40)

 Sacerdote (Hb 5.10)

  Rei (Mc 15.9

 Apóstolo (Hb 3.1)



JESUS, O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

Origem  e significado do termo "Unigênito".
o termo aparece cinco vezes nos escritos de João, todas relacionadas a Jesus ( Jo 1,14.18;3.16,18; I Jo 4.9). isso  revela claramente sua divindade.
"Unigênito", na Bíblia, conduz a ideia de natureza, caráter, tipo, e não de geração. Jesus é o "unigênito do Pai" no sentido do seu relacionamento exclusivo com Ele.Cristo não foi criado por Deus, Ele preexiste eternamente, por isso  é chamado de Pai da Eternidade ( Is 9.6).

O Filho é superior aos anjos (v.4.). 
Os anjos são criaturas espirituais, mas limitadas.Eles estiveram presentes no ministério terreno  de Jesus como afirma o apóstolo Paulo: foi "visto dos anjos" (I Tm 3.16). Aliás, Jesus é adorado pelos próprios anjos: " E todos os anjos de Deus o adorem" (Hb 1.6).

* O Filho Unigênito" não reflete a ideia de nascimento, mas de natureza, caráter e tipo.                    

JESUS, O PRIMOGÊNITO DE TODA A CRIAÇÃO

A expressa imagem de Deus (1.3).
Cristo é "a imagem do Deus invisível"(Cl 1.15). Essa expressão confirma a divindade de Jesus. A palavra original para  " imagem" comunica dois conceitos  importantes: aparência e manifestação; ambos relacionados a Cristo e à sua obra. Ele "é a expressa imagem  de Deus" e também a sua manifestação ( Jo 1.18). É o que ensina a Bíblia em I Timóteo 3.16: " Aquele que se manifestou em  carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória".

O conceito bíblico de "primogênito" (1.6).

O termo "primogênito", aplicado a Cristo, não contradiz a sua eternidade. A Palavra de Deus declara, em muitos textos, que o Filho é eterno (Is 9.6; Mq 5.2; Hb 13.8; Jo 1.3). Na Bíblia, o  vocábulo original  para "primogênito", além do sentido natural e humano de "filho mais velho", abrange também o significado de primazia, preeminência, supremacia, predomínio, autoridade total.Apesar de Davi ser o filho mais novo de Jessé (I Sm 16.11), foi chamado de "primogênito" ( Sl 89.20,27). O mesmo aconteceu com Efraim.Era este o filho mais novo de José (Gn 48.18,19), mas fora apresentado como primogênito ( Jr 31.9). A Igreja de Jesus Cristo também é chamada de " primogênitos" ( Hb 12.23).

As escrituras, em colossenses 1.15-18, apresenta-nos Jesus como " o primogênito de toda a criação". Isso não quer dizer  que Ele seja a primeira criatura de Deus, pois nos versículos 16 e 17,o filho é apresentado como criador e, também, como um ser  à parte da criação.Portanto, como "primogênito"  tem a ver com posição, e não  com criação. A Palavra de Deus é taxativa ao concluir esse ponto:" para quem em tudo tenha a preeminência" ( Cl 1.18).


*  Primogênito não significa" o primeiro criado", mas " primeiro em categoria".


   OS FILHOS DE DEUS 

Na época da lei.

 O conceito de filhos de Deus  no Antigo Testamento, concernentes a Israel, denota relacionamento com Deus mediante uma aliança ou concerto coletivo ( Os 1.11). O hebreu devoto naquela época não se apresentava individualmente como filho de Deus. Os judeus não ousam chamar Deus de Pai, embora no Antigo Testamento apresente-o como Pai de Israel ( Êx 4.22, Jr 31.9)

Na época da graça   

Em o Novo Testamento, a filiação espiritual do crente com Deus ocorre por adoção. Não no sentido jurídico e moderno, mas na acepção bíblica e espiritual. Por isso clamamos a Deus "Aba, Pai" (Rm 8.15). Essa filiação não é coletiva como a de Israel no Antigo Testamento; é individual. A expressão "Filho de Deus", aplicada a Cristo, tem sentido bem diferente quando aplicada a nós. Deus nos concedeu a posição de filhos pelos méritos da obra redentora de Cristo:" Afim de recebermos a adoção de filhos. E por que sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho ,que clama: "Aba, Pai" (Gl 4.5,6).

* Jesus Cristo  é o verdadeiro Filho de Deus e, por  meio dEle, o cristão pode clamar:'Aba, Pai" ( Rm 8.15)


 CONCLUSÃO

A  posição singular de Jesus como Filho, Primogênito e Unigênito aponta para sua divindade. O sentido de "Filho" e de "Primogênito" não deve ser entendido pela perspectiva meramente humana. Estudemos esses termos teológicos com muito esmero, a fim de compreendermos sua verdadeira significação pois ajudar-nos-á a desfazer a visão distorcida dos muitos grupos religiosos não-cristãos.




Fonte:

 Revista Lições Bíblicas - Jovens e Adultos
 1º Trimestre  de 2008
Lição 2
Tema: Jesus Cristo: verdadeiro homem , verdadeiro Deus
Comentador: Esequias Soares
Consultor Dourinário:  Antônio Gilberto
Editora: CPAD -  Rio de Janeiro - 2008

Adaptações necessárias: Professor Telmo Carlos de Oliveira






domingo, 12 de abril de 2015

Jesus, O Verbo de Deus

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 Texto Bíblico Básico - João 1.1-10,14

   Esta doutrina, claramente exposta no prólogo do evangelho de João, apresenta Jesus como aquEle que possui atributos os atributos exclusivos e únicos da divindade.

                        O significado do termo "VERBO"

  O prólogo do Evangelho de João revela várias verdades a respeito da natureza e da deidade de nosso Senhor  Jesus Cristo.Aprouve ao Espírito Santo revelar oito maravilhosos títulos divinos de Cristo.São Eles:
*Verbo (1.1 )
*Vida (1.4)
*Luz (1.7)
*Filho Unigênito de Deus ( 1.18,49)
* Cordeiro de Deus (1.29)
*Messias(1.41)
*Rei de Israel (1.49)
*Filho do Homem.(1.51)
   A deidade, natureza, identidade, encarnação e missão de nosso glorioso salvador manifestos em apenas um capítulo.(...)
   O termo "Verbo", aplicado a Jesus, procede do original Logos e apesar do seu amplo  significado secular,"palavra","razão", ou "pensamento", é usado no versículo 1 com o sentido de "Verbo ou Palavra divina". O mesmo vocábulo aparece em 1Jo 1.1 descrevendo o "Verbo da vida", e no capítulo 5 versículo 7 da mesma epístola, apenas como "Palavra".
   Na Bíblia o termo "palavra" quando vinculado a Deus, revela seu infinito poder criador, protetor e sustentador de todas as coisas criadas, visíveis.
  

                              

Por conseguinte, em Deus o cristão  sempre estará seguro, pois Ele cuida dos seus filhos e, com a sua destra protege-os do mal.
     Quando o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo foi anunciado pela igreja cristã no século I os vocábulos"A Palavra" e "O Verbo", foram satisfatoriamente compreendido pelos judeus e gregos,pois essas expressões lhes eram conhecidas.
 

                          Afirmações Doutrinárias  de João 1.1           

  " No princípio era o Verbo " (Jo. 1.1a)

   Esse trecho afirma que Jesus é Eterno.A Bíblia assevera:"No princípio criou Deus os céus e a terra"(Gn. 1.1). Porém , em Jo1.1 ao afirmar que "No princípio era" ou seja, o Verbo já existia. O Senhor Jesus existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo ter início:"Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl.1.17)
   O Filho de Deus além de existir por si mesmo(Jo 5.26),estava com o Pai antes da criação do mundo(Jo 17.5,24). Ele existe por si mesmo e  sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder( Hb 1.3) .

"O Verbo estava com Deus"(Jo 1.1b)

   O texto é inequívoco:O Filho unigênito estava com o Pai.O Verbo, o Emanuel não é apenas o eterno,mas também distinto do Pai.Essa Ortodoxa afirmação aniquila o falso ensino dos modalistas e unicistas que, embora defendam a divindade de Jesus, negam a santa doutrina bíblica da Trindade.Segundo eles, Pai, Filho e Espírito Santo são uma só pessoa.Eles não creem na doutrina da existência de um só Deus que subsiste em três  distintas e Santíssimas Pessoas(Mt 28.29). Todavia, esse ensinamento está claramente exposto nas Escrituras.O batismo de Jesus (Mt 3.16.17) sua oração sacerdotal( Jo 17) , e a declaração da sua suprema autoridade são refutações clássicas contra  essas heresias ( Jo 8.17;1 Jo 2.22-24) crer e defender a santa doutrina da Trindade não é um privilégio, mas um dever de cada cristão (1 pe 3.15: Jd v.3)

" E o Verbo era Deus" (Jo 1.1c)

 O conceito expresso neste versículo é progressivo.Uma declaração (1a;1b) esclarece a outra até culminar com uma verdade enfática:" e o Verbo era Deus"(1c). Se o prólogo do evangelho de João 1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em que a divindade do Verbo é afirmada, já teríamos  subsídios suficientes para crer e confessar a doutrina.Todavia, esse ensino é asseverado em todo o contexto bíblico( Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9) Portanto,inúmeras e inegáveis provas bíblicas atestam que a crença na divindade de Jesus é indispensável para a salvação da alma ( 1Co 15.1-4: 1 Tm 6.15,16: Hb 1.1-3: 1Pe 1.2-5; 1Jo 5.5,1-3).

                         QUALIDADES DIVINAS DO VERBO

 Após apresentar o verbo divino, enfatizando sua preexistência, natureza e igualdade com o Pai, João descreve alguns de seus atributos e prerrogativas.

            Criador(vv 3,10).
O verbo é apresentado nas Escrituras como o Deus Criador:"Todas as coisas foram feitas por ele , e sem ele nada do que foi feito se fez" (v.3).
Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por ele"( v.10). Essa doutrina invalida a crença dos  grupos religiosos que dizem ser o Verbo uma mera criatura, e não o criador.Contudo a Bíblia é categórica:"Porque nele foram criadas todas as coisas há no céu e na terra" (Cl1.16). O verbo divino não faz parte da criação;transcende-a,pois é o Criador de todas as coisas( Hb 1.1,2,10).Quando a Bíblia afirma que Jesus é o Criador, atribui-lhe o mesmo título pelo qual o Pai é conhecido no Antigo Testamento( Gn1.1;Jó 33.4; Sl 138.13-18).
         "Nele estava a Vida" (v.4).
Jesus declarou que além de possuir a" Vida em si mesmo"( Jo 5.26) era a ressurreição e a Vida"( Jo 11.25, 5.25). No Antigo Testamento, o Pai é identificado como a fonte e o manancial da vida( Gn 2.7;Dt 30.20; Sl 36.9) Era um título que pertencia exclusiva e unicamente ao Criador de toda a vida (Sl 133.3)
Cristo,entretanto,atribuiu a si mesmo essa designação divina( Jo 5.21,26) e, como tal, foi reconhecido através de seus ensinos( Jo 5.32-35;11.25) seja por meio de seus atos milagrosos (Jo 11.42-45;Mt 9.18,19, 23-25).
A Vida em Cristo é eterna não apenas no sentido de sua duração, mas por sua qualidade( Cl 3.4;1Tm1.1;2 Tm1.10;).A vida que provém de Deus é cheia de gozo, paz e alegria. Jesus asseverou-nos:"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.Ninguém vem ao Pai senão por mim"(Jo 14.6)

          "A Luz verdadeira" ( v.9).
A Palavra de Deus ensina enfaticamente que Deus é Luz( Jo1.5);Sl 27.1) e que habita na luz inacessível"( 1 Tm 6.16). Esse  título divino seria também uma designação do Messias, servo do Senhor( Is. 42.6,7; 9.2; Mt 4.16).O termo "luz" aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João ( 1.4,5,89;3.19; 8.12;12.42), e na maioria das ocasiões, refere-se a Jesus como a luz do mundo( Jo 8.12). No relato da Criação, lemos que Deus, pelo poder de sua Palavra, fez surgir a luz, que desfez o caos( Gn1.2,3).O Senhor Jesus é a " Luz que alumia a todo homem que vem ao mundo"( v.9), e por isso, desfaz o caos da vida humana( 2 Co4.6).

CONCLUSÃO

Em Jesus estão reunidos todos os atributos divinos que o descrevem como o único e suficiente Salvador da humanidade.Sua história e suas obras não se limitam ao período entre seu nascimento e sua morte( Hb 13.8). O Filho de Deus esteve presente eternamente, atuando especialmente na História da Salvação.Ele veio como homem  e sua glória foi vista pelos de sua geração; realizou a obra da redenção na cruz do Calvário,e retornou ao Céu, de onde dirige sua igreja e voltará em glória para estabelecer a paz universal.

Fonte:
Lições Bíblicas - Mestre -  Jesus Cristo Verdadeiro homem , Verdadeiro Deus.
Comentador:Esequias Soares
Consultor Doutrinário e Teológico:Antônio Gilberto
Lição 1 - Jesus, o Verbo de Deus
1º Trimestre de 2008
CPAD -Rio de Janeiro

Adaptações do Professor de EBD: Telmo Carlos de Oliveira
  

domingo, 27 de janeiro de 2013

A Bíblia

Através dos tempos  Deus se revelou ao homem através de suas obras,ou seja, através da criação.Porém apenas a criação foi considerada insuficiente como meio de comunicação,Deus desejou alcançar com uma nova revelação através da Palavra escrita e falada,a palavra viva.Desde os tempos antigos Deus usa A Palavra para falar e dar vida ao homem fazendo-os através dela servos.
Quando conhecermos o Senhor temos sede de conhecê-LO mais e mais e só conseguimos isso através do estudo da mesma.Quando conhecemos a Palavra,nos tornamos santos.
A Bíblia é o livro-texto do cristão,diante disso é  necessário que o cristão conheça-a bem para que saiba se livrar das  astutas ciladas do inimigo das nossas almas.Além disso a Bíblia é o alimento vivo para as nossas almas ela faz o mesmo efeito no espírito que o alimento faz no corpo.O bom apetite da Palavra de Deus é sinal que somos saudáveis espiritualmente.Só o Espírito Santo nos pode revelar os mistérios de Deus através da Bíblia pois só Ele é Deus e só Ele conhece os mistérios divinos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quisera

                                                     Qui
                                                   s e r a ,
                                                 S e n h o r ,
                                              n e s t e  N a -
                                           t a l      a r m a r
                                         uma  árvore d e n t-
                                       t r o  d o m e u  c o r a-
                                   ç ã o e  n e l a  p e n d u r a r,
                                e m   v e z   d e   p r e s e n t e s  ,
                            O s      n o m e s      d e   t o d o s  os
                         m e u s   a m i g o s.   O s   a m i g o s    d e
                    d e    l o n g e e  de  p e r t o. O s a n t i g o s  e
                  os mais recentes. os que vejo a  cada  dia e  os que
                raramente  encontro.Os  sempre lembrados e os que ás
             vezes ficam esquecidos.Os constantes  os intermitentes. Os
           das horas difíceis e os das horas alegres.Os que sem querer ma-
        goei ,ou sem querer me magoaram.Aqueles a quem conheço profun-
      damente e aqueles de quem conheço apenas as aparências.Os que pou-
    co me devem e aqueles a quem muito devo.Meus amigos humildes e os me-
  amigos importantes.Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.U-
ma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes nunca sejam arrancados
                                             do meu coração
                                             De  ramos mui-
                                             to extensos pa
                                             ra  que  novos
                                             nomes  vindos
                                            de    todas   as
                                            partes venham
                                           juntar-se    aos
      Aos existentes.De sombras muito agradáveis para que a nossa amizade,seja um aumento de repouso
      nas lutas da vida.Que o natal esteja vivo em cada dia do ano que se inicia.Para que possamos   viver
      juntos o amor divino que foi revelado na primeira noite de natal na humilde  manjedoura lá em Belém.

                         Autor Desconhecido